Esse semestre faço matéria na FEUSP (Faculdade de Educação da USP) e admito meu estranhamento ao me deparar com os meninos de pedagogia, ou melhor com o menino porque só encontrei um até agora.
É o mesmo tipo de estranhamento que um pai encontrou quando o filho disse que queria ser dono de casa, em um seriado que assisti em uma madrugada insone dessas.
Comentei o assunto com um amigo e ele disse que homem fazendo pedagogia é muito estranho, ou é gay ou é pedófilo. Óbvio que o amigo em questão não falava sério mas é o tipo de piada que reflete nossos preconceitos mais arraigados quanto ao que supostamente é trabalho de homem e trabalho de mulher, aliás já falei um pouco a respeito caso alguém se interesse.
Mas voltando ao ponto, homem fazendo pedagogia ou querendo ser dono de casa não deveria causar estranhamento visto que mulheres querendo estudar pedagogia não causa. Mas admito aqui mais um preconceito, nos dias de hoje me parece estranho, quase inconcebível, em um meio urbano como o meu (São Paulo) alguém, seja homem ou mulher, planejando uma vida de dono(a) de casa. Na realidade me parece frustrante, entretanto tenho certeza de que essa frustração é fruto tão somente da minha carga de valores e é um tanto incômodo a percepção tão clara desses preconceitos mas creio sinceramente que a admitir meus preconceitos seja o primeiro passo para me livrar deles.
Preconceito: eu tenho os meus. Quais são os seus?
2 comentários:
Bom, pré-conceito não é um tema fácil, principalmente porque exige que adimitamos que aquilo que tomamos para nós não cabe à outras pessoas.
Queria entender o motivo de tanta frustração á nós humanos ao nos deparamos com coisas diferentes e imediatamente procurarmos mil motivos para mantermos distância.
E eu sou assim, você é assim e aquele(a) gato(a) que mora ao lado também é! > tá isso foi fútil, mas foi bem intencionado!
Acredito que não é defeito, é do caráter humano estranhar aquilo que para ele pode ser uma afronta, ser ameaçador...
Dizem porai, que o pré-conceito é apenas uma maneira para que não assumamos que somos algo que não gostaríamos de sê-lo e somos! Eu não concordo muito, acho que é generalizar demais...
(Acho que esse paragráfo ficou confuso, mas creio que você entenderá).
Enfim meu bem, eu tenho mil e mais um, poderia dizer sobre eles mas seria cometer um crime maior ainda, assumi-los - sim, assumir pode favorecer para vencê-los... mas...
Fico preocupada pois, nossos pais, nossos professores e mestres não nos doutrinam a conviver com a diferença e valorizar ela, seja lá qual for... Pois vivemos em um mundo que IMPÕE que você aceite fulano e beltrano, mas NÃO DÁ motivos para que esse "respeito imposto" exista - acho que, portanto, nem pode ser chamado de respeito...
Só, rs!
Todos temos um poko, so temos que saber viver com eles ^^
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