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13 de julho de 2011

Dia do Rock

É, eu sei, o dia já está acabando.
Mas nesse dia que é um pouco especial, apesar de eu achar que dia do Rock é todo dia, decidi postar as três coisas mais rock and roll e que me fizeram pensar ultimamente.
Em um honroso terceiro lugar, ele, gatíssimo apesar de ser um senhor de meia idade: Johnny Depp.



Ele que queria ser músico, astro do rock.
Astro do rock não deu, mas talento de primeira grandeza sem dúvida. A cada novo personagem, uma surpresa sempre.
Ainda me lembro da primeira vez que vi um filme com ele. Fiquei tão impressionada e demorei muito para reconhecer ele em outros papéis.


Em segundo lugar, outro senhor de meia idade para quem o tempo fez muito bem. Ele, que já foi o típico baterista subestimado/ignorado, deu a volta por cima. Kurt Cobain morreu, o Nirvana acabou, trocou a bateria pela guitarra e pelos vocais e tcharã:


E antes que comecem a pensar que eu só curto senhores, vamos as senhoras já que o próximo tem mocinha nos vocais.
Em primeiro lugar de coisas rockers: Molotov Jukebox, porque colocar um acordeão, também conhecido em terras forrozeiras como sanfona, em um som rock exige certo grau de experimentação. Fazer isso de um jeito que não desagrade aos ouvidos: talento.



12 de junho de 2011

No finzinho do dia ... dia dos namorados

Oh sim! Quase não é mais dia dos namorados mas quero falar de dia dos namorados.
Quem nunca teve uma decepção amorosa que levante a mão!
Oi? Ninguém?
Pois sim, pode ter sido no jardim de infância quando o menininho dos seus sonhos rasgou seu desenho na frente de todo mundo, pode ter sido na adolescência e, provavelmente, em muitos outros momentos.
E que bom que foram! Já disseram muito antes de eu nascer que é melhor ter amado e perdido, do que nunca ter perdido nada
Mas eu acho sinceramente que relacionamentos amorosos, sobre tudo os monogâmicos, são super estimados.
A facilidade com que as pessoas dizem que amam me incomoda profundamente. E a facilidade ainda maior com que mentem em um relacionamento, seja para o parceiro(a) seja para si mesma (o), me incomoda duplamente.
Nunca fui dada a grandes demonstrações públicas de emoções e afetos, acredito no amor à la Camões, no melhor estilo choro-rô recluso.
Acredito que ações dizem mais do que palavras e que datas não tem a menor importância.
No último namoro que eu tive não lembrávamos quando começamos a namorar, então escolhemos um dia para ser A Data. Grande coisa, sem dramas.
Não entendo gente que leva pé na bunda e fica no maior mimimimi, isso não é motivo para entrar em depressão, a não ser que fosse um relacionamento de décadas com o pai do seus filhos, daí posso entender algum choro.
Mas não na minha idade, não sem filhos, não com uma vida inteira pela frente em um mundo tão cheio de gente.
"- Mas você não está nenhum pouco triste com o fim do seu namoro?" - me perguntaram da última vez.
Tristes sempre ficamos é claro, mas a vida segue e acredito demais em liberdade para ficar tentando voltas, pedindo, implorando e fazendo chantagens emocionais do tipo: "-Não desista de nós!". Fala sério!
Se não tivesse TCC para entregar, teria caído na balada.
Então esse post é para quem está solteiro, com pena de si mesmo por ter levado um pé na semana do dia dos namorados:
Sai desse vida e se joga, a vida só acontece para quem está vivo e hoje é sempre um ótimo dia para estar vivo!
E maldito seja o TCC que já me deu até pesadelos!
E porque deste post? Porque uma amiga levou um pé essa semana e ficou muito mal. Simples assim.
Por hoje é só!

27 de março de 2010

Meninos e meninas

Quero me encontrar, mas não sei onde estou
Vem comigo procurar algum lugar mais calmo
Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita
Tenho quase certeza que eu não sou daqui

Acho que gosto de São Paulo
Gosto de São João
Gosto de São Francisco e São Sebastião
E eu gosto de meninos e meninas

Vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre
Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente
Estou cansado de bater e ninguém abrir
Você me deixou sentindo tanto frio
Não sei mais o que dizer

Te fiz comida, velei teu sono
Fui teu amigo, te levei comigo
E me diz: pra mim o que é que ficou?

Me deixa ver como viver é bom
Não é a vida como está, e sim as coisas como são
Você não quis tentar me ajudar
Então, a culpa é de quem? A culpa é de quem?

Eu canto em português errado
Acho que o imperfeito não participa do passado
Troco as pessoas
Troco os pronomes

Preciso de oxigênio, preciso ter amigos
Preciso ter dinheiro, preciso de carinho
Acho que te amava, agora acho que te odeio
São tudo pequenas coisas e tudo deve passar

Acho que gosto de São Paulo
E gosto de São João
Gosto de São Francisco e São Sebastião
E eu gosto de meninos e meninas





Hoje Renato Russo, que nasceu Renato Mandredini Júnior, completaria 50 anos mas os bons morrem cedo e, assim como Cazuza, Renato Russo morreu em decorrência do vírus do HIV em 11 de outubro de 1996.

4 de março de 2010

Trabalho de homem, trabalho de mulher

No dia 08 março se "comemora" o dia internacional da mulher. Por essa razão decidi que este mês só vai ter posts com essa temática.
Quero começar discutindo o trabalho, meio indispensável para a manutenção, não apenas da sobrevivência mas também e principalmente, da dignidade de todo e qualquer ser humano. Supostamente existem trabalhos de homem e trabalhos de mulher . . .
Foi no século XIX que a divisão de tarefas e a segregação sexual dos espaços alcançou seu ponto alto, buscando definir ao máximo os lugares de cada um.
A identidade social tanto de homens quanto de mulheres é construída através de papéis sociais distintos, ou seja, a sociedade delimita com bastante precisão os espaços em que a mulher pode operar assim como os espaços em que os homens podem operar. No século XIX os lugares que se atribuíram às mulheres foram a maternidade e o lar, sendo a participação no trabalho assalariado temporário, de acordo com as necessidades da família, sempre como um complemento, uma “ajuda” à renda do marido. Esse papel social da mulher sobrevive até os dias presentes. A educação e a socialização dos filhos é uma tarefa tradicionalmente atribuída às mulheres.
Ao homem do século XIX coube o monopólio da escrita e da coisa pública. A escrita feminina era então estrita e específica: livros de cozinha, manuais de educação e contos recreativos, constituem em geral esta literatura. Mesmo nos dias de hoje em que os homens já não detém o monopólio do espaço púbico tanto quanto antes, a participação das mulheres na política, especificamente no Brasil, é ínfimo. Nas ocasiões em que essas mulheres conseguem se eleger acabam “empurradas” para setores como educação e assistência social, que nada mais são do que extensões de seu papel social de mãe e enfermeira, naturalizando-se deste modo um resultado da história.
A sociedade investe pesado na naturalização desses papéis sociais, tenta fazer crer que a atribuição dos afazeres domésticos à mulher é fruto de sua capacidade de ser mãe. Atribuem a fragilidade feminina à sua constituição física e não a sua imobilidade dentro da sociedade.
É evidente que seres humanos nascem machos ou fêmeas, como a maioria dos animais. Mas é através da educação que eles constroem suas identidades sociais e se tornam homens ou mulheres.
E depois a gente conversa mais a respeito! ;)

4 de janeiro de 2010

Ano novo

Eu sei que estou um tantinho atrasada mas no fim do ano parece que o tempo fica curto e cansado. Quero desejar aos meu leitores silênciosos um tudo de bom!!! E como existem pessoas que se expressam melhor que eu . . .

"Pois, desejo primeiro que você ame e que amando, seja também amado,
E que se não o for, seja breve em esquecer e esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo depois que não seja só, mas que se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos e que, mesmo maus e inconsequentes, sejam corajosos e fiéis,
E que em pelo menos um deles você possa confiar, que confiando, não duvide de sua confiança.
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos, nem muitos nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas
E que entre eles haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiadamente seguro.

Desejo, depois, que você seja útil, não insubstituivelmente útil,mas razoavelmente útil.
E que nos maus momentos, quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com aqueles que erram muito e irremediavelmente,
E que essa tolerância não se transforme em aplauso nem em permissividade,
Para que assim fazendo um bom uso dela, você dê também um exemplo para os outros.

Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais e que, sendo maduro,não insista em rejuvenescer e que, sendo velho, não se dedique a desesperar.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram dentro de nós.

Desejo, por sinal, que você seja triste, mas não o ano todo,nem em um mês e muito menos numa semana, mas apenas por um dia.
Mas que nesse dia de tristeza, você descubra que o riso diário é bom,o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo,
Talvez agora mesmo, mas se for impossível, amanhã de manhã, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes,
E que estão à sua volta, porque seu pai aceitou conviver com eles.
E que eles continuarão à volta de seus filhos, se você achar a convivência inevitável.

Desejo ainda que você afague um gato, que alimente um cão e ouça pelo menos um joão-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal.
Porque assim você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
por mais ridícula que seja, e acompanhe o seu crescimento dia-a-dia,
para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático.
E que, pelo menos uma vez por ano, você ponha uma porção dele na sua frente e diga:Isso é meu. Só para que fique bem claro quem é dono de quem.

Desejo ainda que você seja frugal, não inteiramente frugal,
não obcecadamente frugal, mas apenas usualmente frugal.
Mas que esse frugalismo não impeça você de abusar quando o abuso se impõe.

Desejo também que nenhum dos seus afetos morra, por ele e por você.
Mas que, se morrer, você possa chorar sem se culpar e sofrer sem se lamentar.

Desejo, por fim, que sendo mulher você tenha um bom homem,
E que sendo homem, tenha uma boa mulher.E que se amem hoje, amanhã, depois, no dia seguinte, mais uma vez,
E novamente, de agora até o próximo ano acabar,
E que quando estiverem exaustos e sorridentes,ainda tenham amor para recomeçar.

E se isso só acontecer, não tenho mais nada para desejar".

Importante: pelo que eu pesquisei esta poesia, de autoria de Sergio Jockymann, foi publicada em 1980 no Jornal Folha da Tarde, de Porto Alegre-RS mas roda a internet como sendo de Victor Hugo e tem uma música do Frejat que é muuuito inspirada nela, é quase o poema musicado.