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24 de março de 2010

Sindicato de ladrões

Se eu tivesse assistido antes provavelmente teria me tornado fã de Marlon Brando muito mais cedo.
Nesse filme de 1954 ambientado no cais, Marlon Brando interpreta maravilhosamente Terry Malloy, um ex-boxeador tido por todos como um vagabundo que se juntou ao irmão Charley (Rod Steiger) em seus negócios escusos. A vida de Terry começa mudar quando entra em cena a senhorita Doyle, cujo irmão foi atraído para uma emboscada por Terry mas o que o ex-boxeador não sabia é que ele seria morto em tal emboscada.
Não é preciso dizer que Terry se encanta pelo jeito determinado da senhorita Doyle que se recusa a desistir de descobrir e denunciar o(s) culpado(s) pela morte de seu irmão.
Entretanto o que realmente prende a atenção nesse filme são os negócio escusos. O filme basicamente se propôs a, da forma mais realista possível, retratar um problema epidêmico nos Estados Unidos da época: a infiltração da máfia nos sindicatos estadunidenses.
Embora tenha se proposto a ser um filme realista o final é um tanto romanceado, o diretor declararia mais tarde que tinha consciência de tal fato mas optou por um final que despertasse a esperança no telespectador justamente por saber que estavam longe de extirpar a máfia de seus sindicatos.
De fato nos Estados Unidos de então a coisa tinha alcançado tal ponto que levariam-se décadas para resolver o problema e se faria necessário a criação de legislação penal específica uma vez que a legislação trabalhista não deu conta de resolver tal coisa.
Se isso não é o suficiente para te fazer assistir, talvez saber que o filme foi indicado ao Oscar em dez categorias e venceu oito, foi indicado ao Bafta onde Marlon Brando venceu na categoria de melhor ator estrangeiro, ao Globo de Ouro onde venceu nas categorias de melhor filme - drama, melhor diretor, melhor ator - drama (Marlon Brando) e melhor fotografia - preto e branco, sem falar no Leão de Ouro, seja o suficiente.

16 de fevereiro de 2010

O despertar de uma paixão

Porque muitas vezes o mal prospera, porque muitas histórias não são felizes e porque as mulheres não amam os homens por suas virtudes. E por mais uma infinidades de motivos "O despertar de uma paixão" é um filme lindo que vale a pena ser visto.
O filme baseado em um romance de W. Somerset Maugham é sim uma história de amor mas é, antes de mais nada e acima de tudo, uma história de perdão.


No filme ambientado na China de 1925, Edward Norton interpreta o bacteriologista Walter Fane. Um homem um tanto sério e introspectivo mas cheio de virtudes que ama sinceramente a esposa e a perdoa. A perdoa por ser egoísta e mimada, a perdoa por não amá-lo e a perdoa até pelo adultério, não sem alguma dificuldade é claro.
E é por causa dessa dificuldade e o desejo de puní-la um pouco pela dor que ela lhe causou, e por nutrir esperanças de conquistá-la, a afastando do amante, que ele decide se voluntariar para dirigir um hospital em um vilarejo infestado pela cólera. Sem escolha, sua esposa Kitty (Naomi Watts) o acompanha nessa empreitada quase suicida e detalhe: eles não se vacinam.
Porque muitas vezes o mal prospera, porque muitas histórias não são felizes e porque as mulheres não amam os homens por suas virtudes o filme desperta em nós empatia pelos personagens e uma vontade bastante aguda de ler o livro que inspirou o filme.
Pretendo ler e quando o fizer digo o que achei, por hora fica minha recomendação do filme e se você correr ainda dá tempo de ver no carnaval.

6 de agosto de 2009

Sid e Nancy

Promessa feita, promessa cumprida. Eu disse antes quando falei do Iggy Pop que falaria desta empreitada cinematográfica do Cara. Pois bem, aqui estamos nós.
O filme, de 1986, é baseado em fatos reais e conta os últimos meses de vida de Sid Vicious (baixista do Sex Pistols). A obra é mais centrada no mergulho de cabeça dado por ele no fabuloso mundo das drogas bem como em seu romance conturbadíssimo com Nancy Spungen, cuja morte até hoje gera assunto (há quem diga que ele a matou, há quem acredite que ela se matou), no fim não importa muito, o resultado é o mesmo, como bem disse Dee Dee Ramone, Sid foi o rei do punk rock e Nancy foi uma rainha quebrada (Love Kills).
A participação de Iggy Pop no filme é pequena e ganha um doce quem encontrá-lo assim que ele entrar em cena.
Pra quem acha o filme velho demais, só lamento porque ver Gary Oldman, o querido Sirius Black dessa geração mais novinha e que ainda não viu clássicos como "O Amor não tem sexo", muitos anos mais novo, sem camisa e pagando cofrinho já seria impagável, some a isso atuação impecável, não só a dele como também a de Chloe Webb (Nancy), e temos um filme atemporal.