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25 de junho de 2010

Esquadrão da Moda - De muito mau gosto

Primeiro quero que vocês assistam o vídeo a seguir que tem apenas 32 segundos pois todo o post se baseia nele:



Eu acho que entendi o que tentaram dizer, o programa de fato só se preocupa com a moda e não com outras questões sociopolíticas. Tudo bem mas acredito que eles atiraram no que viram e acertaram no que não viram porque o que a chamada não diz, e talvez não quisesse mesmo dizer, mas nos induz a pensar é que no meio da moda aspectos como caráter e respeito aos direitos humanos não importam, o que é um absurdo claro.
Concordo que é um mundo em que se lidam com egos, muitas vezes demasiadamente inflados, mas isso ocorre em muitas áreas. E do modo como foi colocada a questão o que eu vejo é uma futilização da moda e é engano pensar que a moda é apenas isso, ela pode ser isso também mas ela é maior. Tem aspectos interessantíssimos sobre a moda, sua história e evolução. Ou alguém duvida que o guarda-roupa feminino do século XIX, todo ele pensado de modo a restringir os movimentos físicos e explicitar uma suposta fragilidade feminina, era um reflexo e também um mecanismo de reforço à condição restritiva da mulher na sociedade?
Essa chamada é no mínimo de gosto duvidoso e quem a pensou, na minha opinião, não soube transmitir o que, penso eu, de fato quis dizer. E claro prestou um desserviço.

25 de maio de 2010

Quem leu, leu. Quem não leu não lê mais :p

Oh sim para quem acompanha o blog o último post foi excluído coisa que em um primeiro momento é contra meus princípios pela mesma razão que faz com que não me meta nos comentários. Além do que ninguém pode apagar quem foi ou o que viveu, ainda assim deletei. Estava stressada demais, ainda estou mas enfim . . .
É isso, não que eu ache que muita gente se importe, acho que é mais uma explicação que devo a mim.
Até um futuro próximo, espero. Bye!

6 de março de 2010

Ainda inconstante

Felizmente o que eu falo não se escreve e o que eu escrevo não se grava, mudei de ideia! Sai dessa coisa de mês só com posts sobre mulheres, não que eu não goste delas. Veja bem! Muito ao contrário de tal coisa, gosto muitíssimo das mulheres, alguém já disse que elas tem um trato com Deus, certo? Neste caso eu também tenho e me reservo ao direito de mudar de ideia.
Me reservo ao direito de um monte de coisas, de não atender o telefone quando não estou a fim, de não sair de casa, de dormir o dia inteiro mesmo sabendo que tenho outras coisas para fazer, me reservo ao direito de pensar o que, em quem e quando quiser e somente se quiser. Me reservo até mesmo ao direito de sentir culpa de vez em quando. E de não sentir culpa, porque não? E de não sentir nada, pois não?
E assim, de reserva em reserva vou me reservando, me guardando não sei para quê ou para quem. Erguendo barreiras invisíveis, me protegendo desse mundo cão, cheio de pessoas não confiáveis, que estão logo ali no seu quintal!
Sem mencionar as pessoas doidas, as que não te vêem, não te escutam e as do pior tipo: as que fingem que se importam. Essas sem dúvida são as piores e porque estou em um desses dias em que você caga e anda para o mundo eu espero que todas elas se fodam, se explodam e morram!!!
Tá, talvez eu não queira realmente que elas morram mas não quero vê-las nem ouvi-las, não quero nada!
E em dias assim eu fico péssima, as letras se juntam mas não formam nada que presta e o silêncio . . . Oh o silêncio! Odeio o silêncio.
Aliás odeio um monte coisas.
Mas o que nesse momento me aborrece, porque a impossibilidade de confiar remexeu em montes gigantescos de neuroses ainda não trabalhadas na terapia, o que realmente me aborrece é essa gente doida que acha que em um mês se pode esquecer de tudo e seguir a diante com outra pessoa mesmo que a outra pessoa seja só você mesmo. Me aborrece a incapacidade sempre constante que carrego, desde que tive o desprazer de conhecer a Igreja e a culpa tipicamente católica, de me expressar, de falar com pessoas e me arriscar. Me aborreço comigo mesma e me enlouqueço!! Sei que não existe outro no mundo que seja responsável por minhas angústias, culpas, medos e solidão que não eu mesma.
Eu quero correr, quero gritar mas não quero fugir, o que me faz pensar que talvez a terapia esteja dando os primeiros sinais de que funciona, os meus ouvidos de aluguel. Por que no fundo é isso não? Um par de ouvidos de aluguel e uma boca inconveniente, que diz verdades óbvias e muito incômodas só para te obrigar a lidar com fatos que seria mais fácil esquecer. Mas não se pode esquecer o passado, especialmente quando tomamos consciência de que são todos os nossos ontens que formam o nosso hoje e que impreterivelmente formarão parte fundamental do amanhã.
Talvez, simplesmente me falte a coragem para confiar . . . e nesses dias tudo me aborrece!


2 de fevereiro de 2010

Náufrago

E vocês pensam que só Jardim Pantanal afunda? Nada disso! Hoje a Santa Cecília (bairro no centro novo de São Paulo) também naufragou. E eu estava lá! Quase fui levada pela enxurrada quando a água bateu no meu joelho, numa rua que nunca tinha alagado. Um pesadelo! E a água subindo . . . subindo . . . subindo . . . Para completar, quando eu finalmente me abriguei em um video locadora uma senhora ficou dizendo que aquela água provavelmente estava infectada de leptospirose! Que nojo!
Sem mencionar o fato de que enquanto eu assistia impotente a água subir e ameaçar invadir a video locadora eu vi um monte de lixo e me senti muito injustiçada. Eu nunca jogo lixo na rua mas a maioria não é assim e quando chove os bueiros estão todos entupidos. Hoje aquele pedaço só alagou por causa disso, qualquer um podia ver a água voltando de dentro dos bueiros. Parecia uma fonte de água suja.
Pena que eu estava sem celular se não teríamos fotos ilustrativas! Piadas a parte, foi terrível!
Estou aborrecida, não queria falar dessas coisas aqui, agora esse blog tem pauta, dá para acreditar?? Milagres de ano novo!
E eu ia falar disso quando finalmente atualizasse o blog, do meu pequeno milagre!
Mas fica para a próxima . . .