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9 de outubro de 2010

The Veronicas



Uma coisa que nunca disse por aqui é o quanto gosto de vocal feminino. Então basicamente qualquer banda com mulheres nos vocais ou banda de garotas tem potencial para atrair minha atenção.
Nesse contexto uma das que mais gosto, embora goste de muitas, é a banda The Veronicas formada pela gêmeas australianas Lisa e Jessica Origliasso.
Elas debutaram como banda com o álbum "The Secret Life Of …" cujo lançamento mundial foi em 2007, depois do sucesso do álbum na Austrália (2005 com 300.000 cópias vendidas) e nos E.U.A. (2006).
O álbum trata basicamente de anseios tipicamente femininos, a angústia de se sentir sufocar, de se tornar quem não se quer ser por outra pessoa, e quem de nós nunca fez isso que atire a primeira pedra.
Creio que mereçam destaque nesse álbum as músicas "Secret" pelo leve tom de ironia e porque toda garota já teve ou terá um maluco/esquisitão em sua vida, fato.
"Leave me alone" pela batida interessante, "Speechless" para quem curte as mais calmas e "Mother mother" com violão acentuado no início e o leve desespero rock'n roll do meio para o final.
O segundo álbum das garotas foi escrito dois anos depois do primeiro e musicalmente se percebe uma mudança de direção, indo de encontro ao eletrônico com músicas como "Untouched" e "Hook me up" embora "In another life", uma das minhas preferidas, não vá por essa linha.
Mas o que provavelmente tem mais chances de te deixar com vontade de ver um show é o "Revenge is sweeter tour" CD/DVD da turnê delas, onde é possível sentir melhor a energia e imaginar como seria vê-las ao vivo.
Da última vez que soube, elas se preparavam para lançar uma linha de roupas, obviamente não tenho nenhuma esperança de que isso chegue a estes lados mas . . .
É por tudo isso e provavelmente por muito mais que essas gêmeas australianas estilosas e radicadas em L.A. merecem ser um pouco mais conhecidas por aqui!



1 de outubro de 2010

Constituição, eleição e etc . . .

Depois desses 22 anos de Constituição talvez haja mais perguntas do que respostas. Discussões sobre o quanto ela influência as relações sociais e as políticas públicas, sobre o quanto a gestão pública mudou a partir de 1988 e o que esta Carta trouxe de novo em termos de direitos e cidadania ainda estão em aberto.

Há duas formas distintas de se fazer esta análise, por um lado alguns pesquisadores respeitáveis afirmam que a Constituição de 1988 atendeu a reivindicações de movimentos sociais, por outro pesquisadores igualmente respeitáveis afirmam que ela tem um alto custo, atribui muitos direitos e por isso engessa as políticas públicas.

Entretanto para de fato compreender essa discussão é necessário se debruçar sobre as instituições que formam o sistema de justiça, pois é através delas que se desenham as garantias formais de direitos. No Brasil se escolheu o presidencialismo mas o desenho de relações é parlamentarista. Dentro dos poderes Executivo e Legislativo o voto é de coalizão e vale ressaltar ainda o excesso de Medidas Provisórias. Desse modo o Judiciário acaba por ocupar o espaço da garantia dos direitos e assume a função de incluir os excluídos no exercício desses direitos.

Vale ressaltar ainda que todas as outras cortes do mundo foram concebidas para funcionar como Cortes Constitucionais dentro de um regime estável, enquanto no Brasil o que vigora é o caos institucional, o que certamente dificulta o trabalho do Supremo. Há ainda o fato de que não apenas no Supremo mas também juízes de 1º e 2º grau cometem “falhas” por decisões políticas, pois não existe juiz ou procurador neutro, quando muito estes conseguem ser imparciais.

De 1988 à 1992 a maioria dos magistrados não julgava de fato pois faltava o julgamento de mérito. Assegurar o ingresso à justiça nesse tipo de sistema é discutível pois o que se coloca em xeque é a capacidade desse Judiciário de fazer justiça de forma efetiva.

O texto da Constituição Federal resultou de lutas não lineares e nada simples e por essa razão o texto constitucional não é nem linear nem simples. Na época acreditou-se que o texto satisfazia as necessidades do país e que bastaria que as Instituições se amoldassem a ele.

Se por um lado existem as críticas insinceras que afirmam que o texto constitucional é muito extenso e ainda assim ineficaz e ineficiente, pois pretensamente nada regula ou regula mal e anda de mãos dadas com infratores, existem também as críticas sinceras que precisam ser levadas em conta, uma vez que de fato o texto constitucional foi elaborado em meio a uma grande tensão e isso se reflete em suas linhas e muito do que foi aprovado pelos constituintes não entrou na redação final da Constituição Federal. A Constituição de 1988 acabou por adotar um desenho liberal para organizar um Estado social.

Para encerrar vale destacar o fato de que a Carta Constitucional não se faz sozinha e o Estado é de obrigação de seus cidadãos. A Constituição não é mais apenas uma carta de competência, por tanto não é mero instrumento de poder. A norma não é apenas texto mas também, e talvez principalmente, contexto. O poder constitucional não se limita ao poder formal e institucionalizado, é o poder informal e difuso que opera no cotidiano que dota de vida o texto constitucional e possibilita transformações (formais ou não) do ordenamento constitucional.


Desencavei esse texto lá do início/quase meio da graduação . . . Por que? temos eleições no domingo e galera por favor pesquisem a vida pregressa de seus candidatos. Não custa nada e quase não demora em tempos de internet banda larga!

14 de junho de 2010

Bem posicional

Outro dia eu falei sobre a parte pequenina, infantil e boba que ainda não aprendeu a ser feliz com a felicidade alheia.
Como o mundo não é cor de rosa e viver é se decepcionar constantemente, assistindo The Big Bang Theory descobri que meu pensamento amargo e infundado talvez não seja assim tão infundado.
Graças ao Sheldon, destruidor de sonhos e ainda assim meu nerd mais querido, me deparei com um tal de bem posicional que descobri é basicamente o que o Sheldon disse: "o objeto é valioso para o dono porque não é possuído pelos outros" (só não ficou claro se o autor é mesmo o economista que o Sheldon menciona, acho que não).
De qualquer forma acho que é isso, de nerdse em nerdse a gente vai crescendo rsrs e era sobre TBBT (e suas utilidades inúteis ou inutilidades utéis ??) que eu queria falar. Não assistiu ainda?? Tá esperando o que? É bom demais :D

7 de junho de 2010

O poeta fingidor

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
(Ricardo Reis)

29 de maio de 2010

Meninos bons X meninos maus

"Toda mulher gosta de canalha" "No fundo no fundo eu sei que ela gosta disso" e todo essa conversa machista e sexista é o tipo de coisa que fez durante muito tempo, e infelizmente ainda faz, com que mulheres não sejam levadas a sério quando denunciam abusos sexuais.
Uma coisa que me aborrece muitíssimo é que muitas pessoas, mulheres inclusive, repetem esses jargões sem se darem conta da gravidade do que propagam.
Sem mencionar o fato de que essa de gostar de canalha é coisa de gente burra, seja você um homem ou uma mulher.
Conheço pessoas que já namoraram sujeitos que não valiam a pena e alimentaram a tola esperança de que ele algum dia mudaria, pois eu digo que não acredito nisso. Depois que deixamos a infância, onde as bases do nosso caráter se estabelecem será necessário algo muito grave para que mudemos drasticamente. Não estou dizendo que somos seres estáticos, só que raramente depois de adultos sofremos uma mudança "medular" por assim dizer.
E esperar que alguém mude por você é se dar demasiada importância.
Existem homens canalhas, existem mulheres canalhas e eles provavelmente não mudarão e continuarão canalhas.
Existem pessoas que você acha que são corretas porque elas parecem corretas em alguns campos de suas vidas mas não em todos e você acredita, porque quer acreditar, que se essas pessoas não agem sempre com retidão é porque a vida não lhes permite.
Pois eu direi qual é minha humilde opinião, Dalai Lama que é um sujeito que sabe algumas coisas, já disse que a vida é um todo indissolúvel e eu concordo com ele nesse ponto, embora seja necessário frisar que não concordo em todos.
Mas voltando ao ponto que importa, você não pode esperar que uma pessoa que não é correta com os outros seja correta justamente com você. As coisas não são assim.
Então o melhor que pessoas boas tem a fazer, para evitar aborrecimentos e decepções, é procurar as pessoas que já são legais, selecionar mesmo e ficar sozinho quando não encontrar alguém assim (e aqui eu estou falando de ficar solteiro não solitário, que são coisas bem distintas).
É por isso que eu gosto dos bonzinhos, dos meninos gentis e educados, dos garotos que são os filhos que eu quero ter um dia. E se puder ser bonzinho e nerd tanto melhor, e não porque os nerds de hoje são os ricos de amanhã e sim porque faço piadas e comentários ácidos que só nerd entende e não tem graça se tiver de explicar.
Então, viva os meninos bons!
E se aparecer algum canalha/mala sem alça e sem rodinhas pelo caminho, chuta que é macumba!

1 de maio de 2010

Dez (quase) amores

Depois de um mês quase sem postar reapareço com a cara de pau que me cabe só para treinar um pouquinho a escrita e falar de um bom livro graciosamente despretensioso que li no mês passado.
A tempos não lia um livro só pelo prazer de ler, sem cobranças, sem preocupações, sem tentar adivinhar, quase com certeza sem sucesso, o que exatamente o professor vai cobrar na próxima grande prova.
E o livro é "Dez (quase) amores", de Claudia Tajes.
Embora narre as desventuras amorosas, sexuais e pseudo-sexuais de uma jovem jornalista que atende pelo nome de Maria Ana não espere nada tão erotizado quanto em "A casa dos budas ditosos". Ao invés disso, espere mais risos, seja na narrativa da primeira desilusão amorosa que fez com que a menina Maria Ana se desse conta da temporariedade do amor, seja no episódio em que a mesma acaba como refém ao cobrir um sequestro. Este último é em minha opinião o mais engraçado do livro todo.
Para se divertir, para ler por puro prazer e se identificar com Maria Ana, sempre atrapalhada e perdida mas encantadoramente crédula no amor é que eu recomendo esse livro: "Dez (quase) amores".
Título: Dez (quase) amores.
Editora: L&PM.
Gênero: Literatura brasileira - Contos e Crônicas.
Preço estimado: R$ 12,00.

27 de março de 2010

Meninos e meninas

Quero me encontrar, mas não sei onde estou
Vem comigo procurar algum lugar mais calmo
Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita
Tenho quase certeza que eu não sou daqui

Acho que gosto de São Paulo
Gosto de São João
Gosto de São Francisco e São Sebastião
E eu gosto de meninos e meninas

Vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre
Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente
Estou cansado de bater e ninguém abrir
Você me deixou sentindo tanto frio
Não sei mais o que dizer

Te fiz comida, velei teu sono
Fui teu amigo, te levei comigo
E me diz: pra mim o que é que ficou?

Me deixa ver como viver é bom
Não é a vida como está, e sim as coisas como são
Você não quis tentar me ajudar
Então, a culpa é de quem? A culpa é de quem?

Eu canto em português errado
Acho que o imperfeito não participa do passado
Troco as pessoas
Troco os pronomes

Preciso de oxigênio, preciso ter amigos
Preciso ter dinheiro, preciso de carinho
Acho que te amava, agora acho que te odeio
São tudo pequenas coisas e tudo deve passar

Acho que gosto de São Paulo
E gosto de São João
Gosto de São Francisco e São Sebastião
E eu gosto de meninos e meninas





Hoje Renato Russo, que nasceu Renato Mandredini Júnior, completaria 50 anos mas os bons morrem cedo e, assim como Cazuza, Renato Russo morreu em decorrência do vírus do HIV em 11 de outubro de 1996.

7 de março de 2010

O tempo não pára

Ufa! Porque, felizmente, não existem muitas coisas que uma boa noite de sono precedida por algum tempo ocioso na desciclopédia não resolvam meu mau humor passou!
O que não significa que eu voltei a ser a mesma pessoa de antes, nós nunca mais seremos os mesmos porque como já disse o poeta o tempo não pára.

Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou o cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara

Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando agulha no palheiro

Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

(Arnaldo Brandão e Cazuza)

6 de março de 2010

Ainda inconstante

Felizmente o que eu falo não se escreve e o que eu escrevo não se grava, mudei de ideia! Sai dessa coisa de mês só com posts sobre mulheres, não que eu não goste delas. Veja bem! Muito ao contrário de tal coisa, gosto muitíssimo das mulheres, alguém já disse que elas tem um trato com Deus, certo? Neste caso eu também tenho e me reservo ao direito de mudar de ideia.
Me reservo ao direito de um monte de coisas, de não atender o telefone quando não estou a fim, de não sair de casa, de dormir o dia inteiro mesmo sabendo que tenho outras coisas para fazer, me reservo ao direito de pensar o que, em quem e quando quiser e somente se quiser. Me reservo até mesmo ao direito de sentir culpa de vez em quando. E de não sentir culpa, porque não? E de não sentir nada, pois não?
E assim, de reserva em reserva vou me reservando, me guardando não sei para quê ou para quem. Erguendo barreiras invisíveis, me protegendo desse mundo cão, cheio de pessoas não confiáveis, que estão logo ali no seu quintal!
Sem mencionar as pessoas doidas, as que não te vêem, não te escutam e as do pior tipo: as que fingem que se importam. Essas sem dúvida são as piores e porque estou em um desses dias em que você caga e anda para o mundo eu espero que todas elas se fodam, se explodam e morram!!!
Tá, talvez eu não queira realmente que elas morram mas não quero vê-las nem ouvi-las, não quero nada!
E em dias assim eu fico péssima, as letras se juntam mas não formam nada que presta e o silêncio . . . Oh o silêncio! Odeio o silêncio.
Aliás odeio um monte coisas.
Mas o que nesse momento me aborrece, porque a impossibilidade de confiar remexeu em montes gigantescos de neuroses ainda não trabalhadas na terapia, o que realmente me aborrece é essa gente doida que acha que em um mês se pode esquecer de tudo e seguir a diante com outra pessoa mesmo que a outra pessoa seja só você mesmo. Me aborrece a incapacidade sempre constante que carrego, desde que tive o desprazer de conhecer a Igreja e a culpa tipicamente católica, de me expressar, de falar com pessoas e me arriscar. Me aborreço comigo mesma e me enlouqueço!! Sei que não existe outro no mundo que seja responsável por minhas angústias, culpas, medos e solidão que não eu mesma.
Eu quero correr, quero gritar mas não quero fugir, o que me faz pensar que talvez a terapia esteja dando os primeiros sinais de que funciona, os meus ouvidos de aluguel. Por que no fundo é isso não? Um par de ouvidos de aluguel e uma boca inconveniente, que diz verdades óbvias e muito incômodas só para te obrigar a lidar com fatos que seria mais fácil esquecer. Mas não se pode esquecer o passado, especialmente quando tomamos consciência de que são todos os nossos ontens que formam o nosso hoje e que impreterivelmente formarão parte fundamental do amanhã.
Talvez, simplesmente me falte a coragem para confiar . . . e nesses dias tudo me aborrece!


4 de março de 2010

Trabalho de homem, trabalho de mulher

No dia 08 março se "comemora" o dia internacional da mulher. Por essa razão decidi que este mês só vai ter posts com essa temática.
Quero começar discutindo o trabalho, meio indispensável para a manutenção, não apenas da sobrevivência mas também e principalmente, da dignidade de todo e qualquer ser humano. Supostamente existem trabalhos de homem e trabalhos de mulher . . .
Foi no século XIX que a divisão de tarefas e a segregação sexual dos espaços alcançou seu ponto alto, buscando definir ao máximo os lugares de cada um.
A identidade social tanto de homens quanto de mulheres é construída através de papéis sociais distintos, ou seja, a sociedade delimita com bastante precisão os espaços em que a mulher pode operar assim como os espaços em que os homens podem operar. No século XIX os lugares que se atribuíram às mulheres foram a maternidade e o lar, sendo a participação no trabalho assalariado temporário, de acordo com as necessidades da família, sempre como um complemento, uma “ajuda” à renda do marido. Esse papel social da mulher sobrevive até os dias presentes. A educação e a socialização dos filhos é uma tarefa tradicionalmente atribuída às mulheres.
Ao homem do século XIX coube o monopólio da escrita e da coisa pública. A escrita feminina era então estrita e específica: livros de cozinha, manuais de educação e contos recreativos, constituem em geral esta literatura. Mesmo nos dias de hoje em que os homens já não detém o monopólio do espaço púbico tanto quanto antes, a participação das mulheres na política, especificamente no Brasil, é ínfimo. Nas ocasiões em que essas mulheres conseguem se eleger acabam “empurradas” para setores como educação e assistência social, que nada mais são do que extensões de seu papel social de mãe e enfermeira, naturalizando-se deste modo um resultado da história.
A sociedade investe pesado na naturalização desses papéis sociais, tenta fazer crer que a atribuição dos afazeres domésticos à mulher é fruto de sua capacidade de ser mãe. Atribuem a fragilidade feminina à sua constituição física e não a sua imobilidade dentro da sociedade.
É evidente que seres humanos nascem machos ou fêmeas, como a maioria dos animais. Mas é através da educação que eles constroem suas identidades sociais e se tornam homens ou mulheres.
E depois a gente conversa mais a respeito! ;)

8 de dezembro de 2009

Vampiro

Tento me desfazer de você, fugir, correr, me esconder.
Te evito em cada esquina, em cada passo que dou e ainda assim você me persegue.
Me encontra, não posso evitar.
E ao me encontrar você drena minhas forças, aquelas mesmas que tentei esconder de você.
Perturba meus sentimentos e confunde meus sentidos.
Não! Não sou apaixonada por você! Nem ao menos consigo entender como alguém poderia conviver com você todos os dias sem ficar arrasado.
Você é pior do que Dom Quixote com seus moinhos de vento. Ele podia, ele era herói, cavaleiro e personagem. Você deveria saber que é real . . .
Você é pior que vampiros virgens de cem anos*, você é real.
Céus, conto as horas para nunca mais te ver!!!
Para quem não entendeu o vampiro virgem de cem anos sugiro que leia Stephenie Meyer, ou não, porque a despeito dos muitos seguidores/adoradores na minha opinião não é bem escrito. Mas honestamente não quero entrar no mérito da questão . . . E sim, eu posso falar porque eu li, aguentei firme sem desistir por pior estruturados que os personagens se mostrassem a cada novo capítulo. Motivo: esperança de estar enganada, eu acho.

13 de novembro de 2009

Lamento

Os dias passam rápido demais e não importa a hora em que se levante, ainda que se pule da cama como um gato, as horas nunca são o suficiente, o sono é sempre curto e interrompido por sonhos quase reais que assustam.
Uma vida quase real.
E nesses dias tudo parece uma imensa mentira mal contada, uma piada sem graça . . .
De novo as horas não são suficientes, falta ar e falta espaço, falta tudo e tudo que há é a falta.
Sinto sua falta, não me lembro mais em que esquina te perdi, em que beco você soltou minha mão, em que quarteirão me virei e não te vi, só me lembro que um dia te procurei em toda parte e você não estava mais ali.
Sinto sua falta, sinto saudades, sinto, sinto e sinto. Sinto por tudo, sinto por nós, sinto por mim e sinto por você, vagando assustada e sozinha.
Lamento o sentir, lamento ter te abandonado para perseguir o tal do futuro, lamento, lamento e lamento.
E sinto meu lamento, meu desespero em te sentir, te ver, te tocar e tudo que vejo, tudo que sinto, tudo que toco é o vazio.

3 de outubro de 2009

Fanfic

Você sabe o que são fanfics? Eu as descobri por volta do ano de 2003, quando eu mergulhei de vez, sem remorso e sem culpa, no fandom de Harry Potter.
E um mundo novo se descortinou bem diante dos meus olhos. Basicamente fanfic é um estória baseada em uma obra consagrada, escrita por um fã e sem fins lucrativos. Nesse verdadeiro universo paralelo que encontrei descobri também um novo dicionário composto por shippers, canon, slash e outros termos. Mas nada disso é realmente necessário para entender uma fic, basta gostar de ler e encontrar uma que lhe agrade.
Existem pessoas que tem verdadeiro horror a fic e não posso culpá-las, algumas são de fato muito mau escritas. Entretanto é preciso levar em conta que essas são estórias escritas por amadores, muitos deles ainda nem saídos da adolescência, fãs de livros, seriados, filmes, animes e mangás.
Eu te desafio a dar uma olhada antes de julgar, para isso recomendo o Fanfiction , onde você vai encontrar fics de diversos gêneros, línguas e onde, acredito, encontrará as mais bem escritas, pelo menos em língua portuguesa. Talvez você se anime e decida sair da casca, nesse caso é só abrir uma conta lá, postar a sua própria estória e esperar pelas reviews (comentários de leitores). Agora se seu negócio for escrever estórias originais, você pode publicá-las no FictionPress.
Boa aventura!

15 de setembro de 2009

Sempre inconstante

Muitos dias sem postar, talvez porque não tivesse nada para dizer, talvez porque às vezes o silêncio seja necessário.
Passando por mais uma de muitas reformulações pessoais. Me reinventando, eu sempre tão noturna de repente me sinto solar.
E do Sol parece que surgiu algo novo, ou talvez o novo tenha surgido e por isso o gosto repentino pelo Sol . . .
De repente a vida parece que ganhou mais cor, de repente a vida tem a cor do verão mesmo em dias de chuva . . .
Mas as minhas pequenas constâncias permanecem firmes, o amor incondicional pela música, a admiração respeitosa pela poesia, o carinho por toda e qualquer forma de boa escrita, a saudade sempre constante.
Saudade dos amigos, saudade da família, saudade da infância e saudade da vida, de uma vida que talvez não fosse minha de fato . . . Uma vida que não é minha agora.