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13 de julho de 2011

Dia do Rock

É, eu sei, o dia já está acabando.
Mas nesse dia que é um pouco especial, apesar de eu achar que dia do Rock é todo dia, decidi postar as três coisas mais rock and roll e que me fizeram pensar ultimamente.
Em um honroso terceiro lugar, ele, gatíssimo apesar de ser um senhor de meia idade: Johnny Depp.



Ele que queria ser músico, astro do rock.
Astro do rock não deu, mas talento de primeira grandeza sem dúvida. A cada novo personagem, uma surpresa sempre.
Ainda me lembro da primeira vez que vi um filme com ele. Fiquei tão impressionada e demorei muito para reconhecer ele em outros papéis.


Em segundo lugar, outro senhor de meia idade para quem o tempo fez muito bem. Ele, que já foi o típico baterista subestimado/ignorado, deu a volta por cima. Kurt Cobain morreu, o Nirvana acabou, trocou a bateria pela guitarra e pelos vocais e tcharã:


E antes que comecem a pensar que eu só curto senhores, vamos as senhoras já que o próximo tem mocinha nos vocais.
Em primeiro lugar de coisas rockers: Molotov Jukebox, porque colocar um acordeão, também conhecido em terras forrozeiras como sanfona, em um som rock exige certo grau de experimentação. Fazer isso de um jeito que não desagrade aos ouvidos: talento.



9 de outubro de 2010

The Veronicas



Uma coisa que nunca disse por aqui é o quanto gosto de vocal feminino. Então basicamente qualquer banda com mulheres nos vocais ou banda de garotas tem potencial para atrair minha atenção.
Nesse contexto uma das que mais gosto, embora goste de muitas, é a banda The Veronicas formada pela gêmeas australianas Lisa e Jessica Origliasso.
Elas debutaram como banda com o álbum "The Secret Life Of …" cujo lançamento mundial foi em 2007, depois do sucesso do álbum na Austrália (2005 com 300.000 cópias vendidas) e nos E.U.A. (2006).
O álbum trata basicamente de anseios tipicamente femininos, a angústia de se sentir sufocar, de se tornar quem não se quer ser por outra pessoa, e quem de nós nunca fez isso que atire a primeira pedra.
Creio que mereçam destaque nesse álbum as músicas "Secret" pelo leve tom de ironia e porque toda garota já teve ou terá um maluco/esquisitão em sua vida, fato.
"Leave me alone" pela batida interessante, "Speechless" para quem curte as mais calmas e "Mother mother" com violão acentuado no início e o leve desespero rock'n roll do meio para o final.
O segundo álbum das garotas foi escrito dois anos depois do primeiro e musicalmente se percebe uma mudança de direção, indo de encontro ao eletrônico com músicas como "Untouched" e "Hook me up" embora "In another life", uma das minhas preferidas, não vá por essa linha.
Mas o que provavelmente tem mais chances de te deixar com vontade de ver um show é o "Revenge is sweeter tour" CD/DVD da turnê delas, onde é possível sentir melhor a energia e imaginar como seria vê-las ao vivo.
Da última vez que soube, elas se preparavam para lançar uma linha de roupas, obviamente não tenho nenhuma esperança de que isso chegue a estes lados mas . . .
É por tudo isso e provavelmente por muito mais que essas gêmeas australianas estilosas e radicadas em L.A. merecem ser um pouco mais conhecidas por aqui!



27 de março de 2010

Meninos e meninas

Quero me encontrar, mas não sei onde estou
Vem comigo procurar algum lugar mais calmo
Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita
Tenho quase certeza que eu não sou daqui

Acho que gosto de São Paulo
Gosto de São João
Gosto de São Francisco e São Sebastião
E eu gosto de meninos e meninas

Vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre
Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente
Estou cansado de bater e ninguém abrir
Você me deixou sentindo tanto frio
Não sei mais o que dizer

Te fiz comida, velei teu sono
Fui teu amigo, te levei comigo
E me diz: pra mim o que é que ficou?

Me deixa ver como viver é bom
Não é a vida como está, e sim as coisas como são
Você não quis tentar me ajudar
Então, a culpa é de quem? A culpa é de quem?

Eu canto em português errado
Acho que o imperfeito não participa do passado
Troco as pessoas
Troco os pronomes

Preciso de oxigênio, preciso ter amigos
Preciso ter dinheiro, preciso de carinho
Acho que te amava, agora acho que te odeio
São tudo pequenas coisas e tudo deve passar

Acho que gosto de São Paulo
E gosto de São João
Gosto de São Francisco e São Sebastião
E eu gosto de meninos e meninas





Hoje Renato Russo, que nasceu Renato Mandredini Júnior, completaria 50 anos mas os bons morrem cedo e, assim como Cazuza, Renato Russo morreu em decorrência do vírus do HIV em 11 de outubro de 1996.

7 de março de 2010

O tempo não pára

Ufa! Porque, felizmente, não existem muitas coisas que uma boa noite de sono precedida por algum tempo ocioso na desciclopédia não resolvam meu mau humor passou!
O que não significa que eu voltei a ser a mesma pessoa de antes, nós nunca mais seremos os mesmos porque como já disse o poeta o tempo não pára.

Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou o cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara

Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando agulha no palheiro

Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

(Arnaldo Brandão e Cazuza)

23 de agosto de 2009

Cazuza

Conheci Cazuza quando contava com meus dez anos de idade. Naquela época eu tinha apenas duas certezas musicais na minha vida: 1º eu gostava de música e 2º porém não menos importante, eu não gostava do que meus amigos ouviam (eles escutavam coisas maravilhosas ao estilo Sandy e Junior). Faltava alguma coisa e eu não sabia o que.
Foi quando eu vi na TV um pequeno lembrete sobre o aniversário de morte de um cara, um tal de Cazuza, ao fundo a música "Ideologia". E eu soube o que faltava.
Fui ver quem era esse cara e quanto mais eu sabia, quanto mais eu o ouvia, mais eu o admirava.
Posso dizer seguramente que Cazuza mudou minha vida e eu, não apenas meu gosto musical, não seria a mesma sem Cazuza. Com Cazuza descobri o rock, as letras de protesto, a poesia musical, a porra-louquice e eu soube: queria ser assim quando crescesse, queria viver dez anos a mil e não mil a dez, queria viver e não só existir.
O dez anos a mil desacelerou, a vontade de viver ainda não cessou.
Cazuza é o Cara, assim com letra maiúscula, não apenas por sua poesia musical mas também pela sinceridade cruel com que cantou dores e amores, pela coragem de assumir seu estado de soropositivo em uma época cheia de preconceitos, por não ter desistido da vida, por ter composto mais do que nunca depois que soube que ia morrer, porque na época ser soropositivo era sinônimo de morte certa.
Cazuza mudou minha vida, ampliou meus horizontes e me despiu de alguns preconceitos e é por isso que ele tem um lugar só dele na minha pilha de CD's.

16 de agosto de 2009

Ludov - Caligrafia

Depois de um longo e tenebroso inverno na hibernação hospitalar cá estou eu novamente, parcialmente recuperada e pronta para voltar a postar com a frequencia que se deve.
Uma dica para o próximo final de semana: a banda paulistana Ludov lança no sábado dia 22/08 no Clash Club (Rua Barra Funda, 969) o disco "Caligrafia". Isso já tá no site da banda já faz um tempinho, mas como publicidade nunca é demais, fica aqui a dica para quem está em São Paulo.
E para quem não conhece a banda ainda é só criar vergonha e clicar aqui para dar uma olhada no site oficial.




Informações: (011)3661-1500 (Clash Club).

6 de agosto de 2009

Sid e Nancy

Promessa feita, promessa cumprida. Eu disse antes quando falei do Iggy Pop que falaria desta empreitada cinematográfica do Cara. Pois bem, aqui estamos nós.
O filme, de 1986, é baseado em fatos reais e conta os últimos meses de vida de Sid Vicious (baixista do Sex Pistols). A obra é mais centrada no mergulho de cabeça dado por ele no fabuloso mundo das drogas bem como em seu romance conturbadíssimo com Nancy Spungen, cuja morte até hoje gera assunto (há quem diga que ele a matou, há quem acredite que ela se matou), no fim não importa muito, o resultado é o mesmo, como bem disse Dee Dee Ramone, Sid foi o rei do punk rock e Nancy foi uma rainha quebrada (Love Kills).
A participação de Iggy Pop no filme é pequena e ganha um doce quem encontrá-lo assim que ele entrar em cena.
Pra quem acha o filme velho demais, só lamento porque ver Gary Oldman, o querido Sirius Black dessa geração mais novinha e que ainda não viu clássicos como "O Amor não tem sexo", muitos anos mais novo, sem camisa e pagando cofrinho já seria impagável, some a isso atuação impecável, não só a dele como também a de Chloe Webb (Nancy), e temos um filme atemporal.

22 de julho de 2009

Em tempos de download e compartilhamento de arquivo . . .

Em tempo de download e compartilhamento de arquivo é com bastante contentamento que passo adiante a notícia de que a única fábrica de vinil do Brasil, e da América Latina, pretende reiniciar suas atividades em breve, provavelmente ainda esse ano.
Como uma nerd desse fim de século tenho que admitir que os downloads, não apenas de música mas de outras formas de entretenimento, mudaram o mundo e a forma como, quando, quem e em que quantidade temos acesso a tudo que é produzido mundo afora.
E com as mudanças vem também os possíveis "problemas" e os náufragos da modernidade que se apegam desesperados ao ontem na tola esperança de não ver o mundo mudar, mas aprofundarei o assunto em post futuro.
De qualquer forma fica registrado, vida longa ao vinil.

14 de julho de 2009

Iggy Pop - Préliminaries

Eu posso quase apostar que muito poucas pessoas sabem quem é James Newell Osterberg Jr, nascido em 21 de abril de 1947 em Muskegon, Michigan.
Para os desavisados e distraídos de plantão esse é o nome de batismo de Iggy Pop, que com suas performances alucinadas, que incluíam contorções loucas e auto-flagelação se tornou na opinião de muitos o padrinho do punk.
Reza a lenda que ele foi um menino tímido e bem educado que não bebia, não fumava e não falava palavrões, enfim o sonho de qualquer mamãe desavisada.
Como esse ser quase angelical se tornou Iggy Pop? A figura maldita que metia medo em muita gente que sempre se considerou muito louca?



Difícil dizer, provavelmente não foi de um dia para o outro e, além dele mesmo, o universo teve muito haver com isso ao colocar em seu caminho os caras com quem ele formaria o "The Stooges" (Ron Asheton/guitarra, Scott Asheton/bateria e Dave Alexander/baixo, este último demitido depois do segundo álbum e substituído por James Williamson na guitarra enquanto Ron assumia o baixo).
Mas fato é que hoje décadas depois de muitos altos e baixos e empreitadas cinematográficas que incluem "Sid e Nancy, O Amor Mata", sobre o qual falarei em post futuro, podemos ver uma faceta mais calma desse Cara, assim mesmo com C maiúsculo como poucos merecem, em seu último CD “Préliminaries” (25/05/2009).
Muita gente falou mau, fiquei sabendo. Tremenda injustiça na minha opinião.
Com uma óbvia e evidente pegada de Blues, o CD conta ainda com uma veia de Jazz que nos faz sentir saudades de não sei-o-que e de não-sei-onde. Para os apreciadores de Bossa Nova o disco tem ainda a faixa “How insensitive” (versão em inglês de música de Tom Jobim e Vinícius de Moraes). Sem mencionar que esse cara cantando em francês, com aquele vozeirão é tudo de bom . . .
Resumindo a melhor coisa que eu ouvi em muito tempo, só lamento não ter me manifestado antes mas na época em que o CD foi lançado o blog tinha só dez dias de nascido, não deu.

7 de julho de 2009

King of Pop

E o mundo se despede de Michael Jackson em uma cerimônia pública gigantesca que custou aos cofres da cidade de LA, dizem, $4,000,000.00. A cidade pede doações em seu site oficial para cobrir os custos.
Elizabeth Taylor não quis comparecer, alegando que a despedida de seu amigo virou um circo.
Brooke Shields disse que ele era assexuado.
Barack Obama, em viagem também falou sobre o Rei, de suas lembranças da música "ABC".
Teve até choro da filha dele enquanto declarava que desde o dia em que ela nasceu ele foi o melhor pai que alguém poderia imaginar.
Em terras brasileiras o Olodum fez sua homenagem tocando "They Don't Care About Us" no Pelourinho. A revista Rolling Stone brasileira mudou sua capa e dedicou 20 páginas à ele (o maior número de páginas já dedicado a um artista até agora pela revista).
E pode me chamar de doida mas eu, que tive que sair para um compromisso por volta das 14:00 hs, juro que as ruas estavam mais vazias do que o normal e mais silenciosas também. E eu moro na maior cidade do país.
MTVs do mundo todo exibiram especial sobre Michael Jackson ao mesmo tempo. A mesma MTV que teve de se dobrar e exibir o clipe de um artista negro, coisa que ela se recusava a fazer, pela 1ª vez com " Thriller", clipe que reinventou o vídeo clipe e tirou do ostracismo os curtas.
A MTV Brasil vai reapresentar "Ghosts" hoje às 18:45 hs.
O mundo da música não será o mesmo depois de Michael Jackson. Assim como o que Jimi Hendrix fez com a guitarra parecia muito com o que guitarristas do mundo todo fazem hoje em dia, o que Michael Jackson fez com o pop nos anos 80 parece muito com o que se faz hoje com a diferença que ele tinha mais personalidade e mais talento.
Tímido, excêntrico, freak, genial. Para o bem e para o mal ele teve personalidade.

26 de junho de 2009

O Rei do Pop

Minha nossa, eu ainda não consigo acreditar que Michael Jackson morreu. Quando me disseram eu estava na faculdade e achei que fosse mentira!
Apesar dele ter ficado totalmente freak nos últimos anos, ele foi sem sombra de dúvidas o Rei do Pop.
Thriller é um dos melhores cd's que eu já ouvi, sem falar que ele era uma gracinha no tempo do The Jackson 5 XD
Caramba ele parecia muito imortal, sem sentido eu sei.
Fica aqui minha homenagem ao eterno Rei do Pop, porque nem só de rock vive essa alma rockeira!

15 de junho de 2009

Molotov Jukebox

E eu tenho uma nova obsessão, ela se chama Molotov Jukebox. Banda inglesa muito legal que conta com Natalia Tena nos vocais.
Pra quem não sabe ela interpreta a metamorfomaga Ninfadora Tonks nos filmes da saga Harry Potter.
Vale dar uma olhada.

http://www.myspace.com/molotovjukebox