Quero falar de bobagens pseudo-filosóficas hoje, então vamos lá.
Não somos os protagonistas de todas as histórias, não raro nos habituamos até mesmo a não sermos nunca.
A verdade é que as vezes caímos no meio das histórias de outras pessoas e nos sentimos deslocados, desejosos de que aquela história fosse também nossa história. Mas nem sempre isso é possível e não necessariamente é ruim sermos os coadjuvantes das histórias alheias porque é quase certo de que em nossas histórias existam coadjuvantes, muitos dos quais serão brilhantemente vividos por boas pessoas.
Penso que sou coadjuvante na vida de muitas pessoas, me sinto feliz por fazer parte de tantas histórias distintas e sinto-me também bastante honrada.
Acredito que cai no meio da história de outrem e isso me fez pensar que nem sempre quem ganha o Oscar é o protagonista, perceber que talvez não devêssemos desejar sempre e tão desesperadamente que a história alheia seja nossa história, as vezes basta podermos observar, aprender e sorrir com o riso alheio.
E assim seguimos, sem grandes ressentimentos, só com os pequenos. Frutos daquela parte infantil e boba que ainda não aprendeu a ser feliz com a felicidade alheia, aquela mesma que não se satisfaz em ser feliz, precisa que o outro não seja.
Mas isso é outra coisa e falo disso em outro dia . . .
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