22 de maio de 2010

A importância de ter fé

O telefone toca, do outro lado da linha:
- Olá, eu sou a Mariana do Netcombo, eu gostaria de falar com a responsável pela linha, a senhora Fernanda.
- Um minuto.
- Alô?
- Eu sou a Mariana do Netcombo, eu gostaria de falar com a dona Fernanda.
- Sou eu - Fernanda respira fundo e pede paciência, já imagina o que seja.
- Dona Fernanda, a senhora já conhece os serviços do Netcombo?
- Sim e não estou interessada.
- A senhora não está interessada?
- Não.
- A senhora já tem acesso a internet de banda larga?
- Sim.
A operadora do outro lado da linha respira pesado, provavelmente um tanto perdida pela resposta monossilábica.
- E telefone, a senhora já tem telefone em sua residência?
Nesse ponto, Fernanda fica petrificada. Pensou em dizer: "não, estamos tendo essa conversa por telepatia". Mas isso provavelmente seria grosseiro demais e ela tinha horror a grosserias, ainda que perguntas como essa talvez merecessem.
- Sim eu já tenho telefone em casa.
- A senhora não está mesmo interessada nos serviços?
- Não.
Outra respiração pesada da operadora.
- Está bem, a Netcombo agradece sua atenção.
Fernanda desliga o telefone ainda afetada pela pergunta, pensa um pouco mais a respeito. Talvez a moça só tenha colocado no automático e nem tenha se dado conta do que disse. É isso, automático, só podia ser isso, a alternativa era ruim demais e ela precisava ter fé.
*os nomes claro foram mudados, mas juro que tive uma conversa bem parecida com essa com uma funcionária que tentava vender Netcombo e eu quero crer que ela não gosta do que faz e não presta atenção no que diz. O que vocês acham?

2 comentários:

Leandro disse...

Aaaa mas ia ser engraçado ter dado essa resposta ahuahauhaua

beijos

Mi disse...

É depois eu fiquei pensando que deveria ter dito mas tadinha da moça, puta trabalho chato o dela (existe trabalho legal?rsrs)

Bjs Leandro!